quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Estágios NUFOPES
Enfim é chegado o momento do primeiro encontro com o público. Um verdadeiro misto de sentimentos tomou conta dos participantes do NUFOPES. Medo, tensão, insegurança, que foram superados com a interação do público presente. As apresentações fizeram parte dos últimos encontros sistemáticos do grupo, servindo como estágio.
Essa fase aconteceu em casas de idosos e instituições para crianças. Foi um momento de troca de conhecimentos e de colocar em prática tudo o que foi aprendido durante o curso. Os integrantes se dividiram em dois grupos: Tatipirun e Mussaendra, e assim realizaram as respectivas apresentações nos dias 28 e 29 de novembro.
O primeiro dia foi com o grupo Tatipirun. Em meio a olhares e ouvidos atentos, as crianças do Centro Espírita O Consolador, receberam os integrantes do grupo, para a sessão de contação de histórias. Foi uma manhã mágica. As cores do arco-íris, os milhares dos sapatos da princesa, o conto do ferreiro que tentou enganar a morte, e as tantas outras histórias encantaram e fizeram as crianças interagir, dando asas à imaginação.
“As crianças vieram me perguntar se a história do ferreiro era de verdade, se realmente a Érica tinha visto o que aconteceu. Então chamei logo a dona da história e a deixei conversando com os meninos. Foi muito legal essa interação”, disse Fábio. Já na parte da tarde o clima ficou mais difícil. Ao adentrar e conhecer o espaço onde iriam contar suas histórias, a Casa do Pobre, eles perceberam que era preciso adaptar algumas situações.
Será que vai dar certo? Será que vamos ser bem recebidos? Como será a recepção do público na história da morte? Esses foram apenas alguns dos questionamentos feitos, antes do início da sessão. "Contar histórias para um público tão diverso, num ambiente como este é bem delicado. Estou com receio porque vou contar a história do ferreiro que desafiou a morte e este é um tema complicado de se abordar aqui”, disse Érica.
No dia seguinte, foi à vez do grupo Mussaendra. A primeira sessão aconteceu no Lar para Idosas Luiza de Marilac. Novamente a insegurança e o medo tentaram afligir os corações dos contadores de histórias, mas a superação e o enfrentamento falaram mais alto e se deu início a ação. No desenrolar das histórias, pouco a pouco, as pessoas foram interagindo, cada uma a sua maneira. Seja rindo, se benzendo, participando e mergulhando nas histórias contadas.
Na parte da tarde o local das contações foi o Lar para Meninas Deus Proverá. Eram dez meninas com idades variadas entre 12 e 16 anos. A princípio tudo parecia mais difícil, tanto pela faixa etária, como também pelo medo da rejeição por parte das adolescentes.
Entre um conto e outro, risos, sustos, surpresas, medos e tantos outros sentimentos foram se mostrando nas faces das garotas, que pouco a pouco se entregaram às histórias. Depois da sessão um momento mágico, onde brincadeiras e cantigas de rodas finalizaram a tarde com chave de ouro. As meninas participaram, cantaram e perguntaram sobre as histórias contadas.
“Foi uma experiência única. Elas são muito carentes de atenção e carinho. Vamos voltar aqui com certeza!”, disse Josilene . Apesar do medo, os grupos se apresentaram, e conseguiram atenção dos públicos, aperfeiçoando as sessões de histórias, modificando e adequando os últimos ajustes para o grande dia: a apresentação final, que acontece no próximo sábado, 12/12, às 18h30, no SESC Centro.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Um conto atrás do outro
A jornada foi longa e exigiu bastante de todos os participantes do curso “Um Conto Atrás do Outro – Mód. I”. Após 06 (seis) meses de construção coletiva do saber, técnicas e exercícios diversos foram aplicados para aprofundar a arte de contar histórias.
Agora, tudo passa a fazer sentido. O que foi apresentado ao longo do curso começa a se conectar nessa etapa final. Muitas foram as interrogações que surgiram na cabeça de cada participante, acerca da didática aplicada.
Para que serve tanto alongamento?
Por que brincar tanto nas aulas?
Por que fazer tanta leitura e pesquisa?
Muitas respostas surgiram nesse final de semana em mais um dos encontros.
Com olhares apreensivos e com muita alegria em estar finalizando mais uma etapa do curso, alunos e orientadores definiram os roteiros para a apresentação pública do grupo, composto por pessoas que exercem funções diversas, mas que se unem pelo amor e vontade de difundir a tradicional arte de contar histórias.
No primeiro dia de encontro, na sexta, dia 13/11, as sessões de histórias começaram a ganhar corpo. As músicas, instrumentos e a entrada dos componentes de cada um dos grupos foi trabalhada durante todo o dia.
Dando seqüência, no dia seguinte, o grupo se reuniu para fechar cada detalhe da apresentação. Além das histórias o dia foi marcado por provas de figurino e fotos, que foram registradas para o material gráfico da apresentação. Tudo parecia um grande flash back.
Os exercícios constantes de leituras e releituras de histórias que foram trabalhados ao longo do curso, dessa vez foram freqüentes objetivando tornar a primeira apresentação pública, programada para o dia 12 de dezembro, um momento prazeroso e de orgulho para todos. Além das histórias, a sonoridade estava e estará presente com instrumentos percussivos, interagindo a todo o momento.
Agora é só aguardar!!!
Agora, tudo passa a fazer sentido. O que foi apresentado ao longo do curso começa a se conectar nessa etapa final. Muitas foram as interrogações que surgiram na cabeça de cada participante, acerca da didática aplicada.
Para que serve tanto alongamento?
Por que brincar tanto nas aulas?
Por que fazer tanta leitura e pesquisa?
Muitas respostas surgiram nesse final de semana em mais um dos encontros.
Com olhares apreensivos e com muita alegria em estar finalizando mais uma etapa do curso, alunos e orientadores definiram os roteiros para a apresentação pública do grupo, composto por pessoas que exercem funções diversas, mas que se unem pelo amor e vontade de difundir a tradicional arte de contar histórias.
No primeiro dia de encontro, na sexta, dia 13/11, as sessões de histórias começaram a ganhar corpo. As músicas, instrumentos e a entrada dos componentes de cada um dos grupos foi trabalhada durante todo o dia.
Dando seqüência, no dia seguinte, o grupo se reuniu para fechar cada detalhe da apresentação. Além das histórias o dia foi marcado por provas de figurino e fotos, que foram registradas para o material gráfico da apresentação. Tudo parecia um grande flash back.
Os exercícios constantes de leituras e releituras de histórias que foram trabalhados ao longo do curso, dessa vez foram freqüentes objetivando tornar a primeira apresentação pública, programada para o dia 12 de dezembro, um momento prazeroso e de orgulho para todos. Além das histórias, a sonoridade estava e estará presente com instrumentos percussivos, interagindo a todo o momento.
Agora é só aguardar!!!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Um Primeiro Exercício de Fracasso
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Maratona de Contação de Histórias
A maratona de contações de histórias atraiu o público de todas as idades, que formaram filas quilométricas para assistir as sessões. Encantados com os contos interagiram, se envolveram e embarcaram de corpo e alma, nas histórias de contadas.
Foi uma verdadeira chuva de aplausos, risos e emoções com as apresentações de Linete Matias e Beth Miranda, com a sessão “Assim me Contaram... Assim vos contei”. As lembranças de histórias escutadas na infância foi um dos comentários recorrentes entre os que assistiam à sessão. “Adorei. Elas contam e cantam fabulosamente. Aquela história da menina e a figueira, era contada por minha mãe, quando eu era pequena. Foi maravilhoso escutá-la novamente, me levou a pensamentos distantes”, contou Sônia Santos.
Logo em seguida o público assistiu ao grupo Moranbudetá (RJ), com a sessão “Contos para Alegrar o Coração”, as músicas e efeitos sonoros da apresentação prenderam a atenção de todos que estavam presentes.
Para encerrar a maratona, a sessão “De Conto a Canto”, com Adriana Milet e Luciano Pontes (PE) misturou a ludicidade das músicas de tradição oral, com elementos visuais e poéticos, aliados à músicas e histórias de autoria dos pesquisadores.
Entre os comentários da plateia estava a emoção dos participantes do Núcleo SESC de Formação e Pesquisa na Arte da Contação de Histórias (NUFOPES). “Adoramos as apresentações, em breve seremos nós queremos contar assim”. Esses e outros depoimentos marcaram a presença dos contadores participantes do Núcleo, que de sessão em sessão, corriam novamente para a fila que se formava do lado de fora do auditório do Centro de Convenções, ansiosos por mais e mais histórias.
sábado, 7 de novembro de 2009
A MAGIA DO PEQUENO PRINCIPE
Ler um livro sempre nos transporta a lugares repletos de fantasia e imaginação. O SESC, na IV Bienal, trouxe, para Alagoas, o maior livro do mundo! Crianças, adultos e idosos se encantaram com a réplica do Pequeno Príncipe, do autor francês Saint Exupéry.
Ao folhear as páginas os olhos atentos e curiosos seguiam os movimentos das mãos das monitoras do SESC. Em um dos dias de exposição, uma leitora curiosa e ousada aceitou o desafio de ler o livro inteiro.
Lillan Lourenço, de 27 anos, chegou à Bienal com o propósito de passear, olhar livros e acompanhar a programação da Feira. Ao entrar no local, deparou-se com um livro grande, gigante. Na verdade, o maior livro do mundo. Ela confessa que se surpreendeu e se emocionou com a réplica, apesar de nunca ter lido o Pequeno Príncipe.
A estudante de Letras, então, resolveu parar em frente ao objeto para apreciá-lo, quando então, foi questionada, pelas monitoras, se gostaria de que as páginas do livro fossem folheadas. Coincidentemente, o mesmo se encontrava na primeira página e então ela começou a lê-lo.
“Eu conhecia pouca coisa sobre a história do pequeno príncipe, mas sempre tive vontade de ler. Acho que foi o ambiente me motivou. Ler um livro com letras grandes, em um clima totalmente diferente, e, respirando literatura, foi um convite para mim”, contou.
A cada página, a cada imagem as expressões no olhar de Lílian iam mudando, acompanhando os momentos e histórias do livro. Uma página levando a outra e estimulando-a a continuar a leitura incansavelmente, tendo as páginas passadas pelos monitores do SESC.
“Fiquei encantada. Apesar de ser um livro considerado infantil, ele faz reflexões sobre problemas atuais e conflitos internos. Vou continuar a ler aqui até terminá-lo, estou curiosa para o final”, disse.
Assim esse gigante de 2 metros de altura, 3 de largura e que pesa mais de 300 quilos, fez a diferença para muitos transeuntes e leitores que passaram para bienal. Da simples recordação de uma foto, até leitura de uma página, ou de várias, como no caso de Lílian, com certeza levará lembrança e formará novos apaixonados pela boa e velha leitura.
Ao folhear as páginas os olhos atentos e curiosos seguiam os movimentos das mãos das monitoras do SESC. Em um dos dias de exposição, uma leitora curiosa e ousada aceitou o desafio de ler o livro inteiro.
Lillan Lourenço, de 27 anos, chegou à Bienal com o propósito de passear, olhar livros e acompanhar a programação da Feira. Ao entrar no local, deparou-se com um livro grande, gigante. Na verdade, o maior livro do mundo. Ela confessa que se surpreendeu e se emocionou com a réplica, apesar de nunca ter lido o Pequeno Príncipe.
A estudante de Letras, então, resolveu parar em frente ao objeto para apreciá-lo, quando então, foi questionada, pelas monitoras, se gostaria de que as páginas do livro fossem folheadas. Coincidentemente, o mesmo se encontrava na primeira página e então ela começou a lê-lo.
“Eu conhecia pouca coisa sobre a história do pequeno príncipe, mas sempre tive vontade de ler. Acho que foi o ambiente me motivou. Ler um livro com letras grandes, em um clima totalmente diferente, e, respirando literatura, foi um convite para mim”, contou.
A cada página, a cada imagem as expressões no olhar de Lílian iam mudando, acompanhando os momentos e histórias do livro. Uma página levando a outra e estimulando-a a continuar a leitura incansavelmente, tendo as páginas passadas pelos monitores do SESC.
“Fiquei encantada. Apesar de ser um livro considerado infantil, ele faz reflexões sobre problemas atuais e conflitos internos. Vou continuar a ler aqui até terminá-lo, estou curiosa para o final”, disse.
Assim esse gigante de 2 metros de altura, 3 de largura e que pesa mais de 300 quilos, fez a diferença para muitos transeuntes e leitores que passaram para bienal. Da simples recordação de uma foto, até leitura de uma página, ou de várias, como no caso de Lílian, com certeza levará lembrança e formará novos apaixonados pela boa e velha leitura.
Mergulho literário
O universo da leitura é deveras encantador e bastante curioso. Quantas vezes não nos interrogamos sobre o processo criativo de cada escritor? Temos curiosidade em saber como aquele texto se transformou em um livro, como conseguir publicar o livro, analisamos as várias formas e linguagens textuais, entre tantas interrogações que passam pelas nossas mentes em nossas viagens no mundo da leitura.Esses questionamentos estiveram presentes na programação do SESC durante a Bienal, nos dias 05 e 06, durante dois colóquios com os temas “A importância dos prêmios literários” e “A Nova Literatura é uma Literatura Nova?”. Mediados pelo Prof. Marcos Vinícius (UFAL) proporcionaram, aos presentes, momentos ricos de compartilhar informações que poucas vezes são discutidos abertamente. Sentados ao redor de uma mesa, de frente ao público, escritores convidados falaram abertamente sobre os temas abordados.
Durante o primeiro colóquio podemos perceber o que cerca o mundo dos prêmios literários, das inscrições até o processo seletivo de fato. O escritor Sérgio Léo, um dos ganhadores do Prêmio SESC de Literatura, falou sobre esse processo. “É muito difícil escrever e passar por esses concursos porque, além de tudo, você tem que agradar aos jurados eles escolhem, muitas vezes, pelo gosto deles de forma individual. Já fui júri também e busquei ser bem democrático, escolhi textos pensando em outras pessoas que também gostam daquele tipo de escrita”, comentou. A conversa sobre o tema foi bem instigante e o público presente também levantou questionamentos participando ativamente deste momento.
No segundo colóquio, com o tema “A Nova Literatura é uma Literatura Nova?” os escritores levantaram questionamentos entre eles sobre essa definição do que de fato é essa nova literatura. É perceptível que com o avanço das tecnologias, a corrida pelos mercados de trabalho, a demanda da qualificação deixa os processos mais velozes nessa era da informatização. As pessoas estão em um momento em que se relacionam a distância através de computadores em um mundo virtual. Através dele conversam, encontram amigos, namoram, discutem, constroem laço nessa esfera em que novos escritores vão surgindo.
Discutir o que é uma nova literatura é possível, mesmo sabendo que essa nova literatura não tem uma definição real. Não se pode dizer que essa literatura de hoje é completamente nova porque ela é derivada de todas as referências literárias que o escritor tem.
Será que esse meio virtual que facilita o acesso a livros? Onde novos escritores divulgam seus textos através de meios online como os blogs vão defasar a venda de livros impressos? Esse foi mais um dos questionamentos apontados e discutidos pelo grupo de escritores. Nilton Resende (UFAL) afirma que não. “O cheiro do livro e essa sensação de você tocar e compartilhar com outras pessoas é encantadora. Quem realmente gosta de ler não vai deixar de comprar livros. O acesso a livros através da internet existe em tantos sites em que as pessoas podem baixá-los, mas isso acontece para facilitar o encontro com a leitura”, reforçou o escritor.
O público respondeu a esse questionamento também. Carla Castellotti, uma das presentes, falou que tem um blog e o usa para compartilhar textos e, também, faz uso de leituras virtuais pela velocidade de informação. “As pessoas passam o dia, em meio à correria. É comum dar uma paradinha no meio desse processo todo para acessar algum site, se for para fazer alguma leitura interessante online esse movimento é interessante e rico já que esses meios permitem, também, uma interatividade muito grande onde o escritor recebe feedback”, disse a blogueira.
Os colóquios aconteceram no Estande do SESC e foi um momento de troca de informações onde os presentes ouviram escritores e também se posicionaram, realizando um verdadeiro intercâmbio literário. O público saiu bastante satisfeito já que localmente esse tipo de acontecimento é tão raro.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Do esboço à ilustração
Lápis, papel e imaginação: Ingredientes fundamentais para iniciar o processo de criação de desenhos e ilustrações. E imaginação é o que não falta na cabeça das crianças. Entre traços rabiscados pelos pequenos, imagens de árvores, flores, casas e demais desenhos desvendaram os desejos mais íntimos de cada garoto.
“Eles estavam bastante tímidos no começo. Alguns até nem queriam desenhar, mas, aos poucos, eles foram se soltando e o resultado são obras maravilhosas”, disse a artista plástica Myrna Maracajá, que ministrou a oficina “Aprendendo sobre Ilustrações”, realizada no Estande do SESC Alagoas na IV Bienal do Livro.
A ilustração possibilita o desenvolver da criatividade infantil e o despertar para novas possibilidades. “Teve gente que desenhou o céu azul e a grama verde, mas esses elementos podem ser da cor que quisermos é só imaginar e se permitir”, contou a arte-educadora.
A participação do SESC durante a bienal está conseguindo promover, de forma democrática, o acesso a esse mundo encantado. Crianças de escolas públicas e instituições sociais participaram ativamente da programação. Nesta oficina as crianças da Vila Brejal atendidas pelo projeto Ateliê Aberto à Comunidade.
“Eles estavam bastante tímidos no começo. Alguns até nem queriam desenhar, mas, aos poucos, eles foram se soltando e o resultado são obras maravilhosas”, disse a artista plástica Myrna Maracajá, que ministrou a oficina “Aprendendo sobre Ilustrações”, realizada no Estande do SESC Alagoas na IV Bienal do Livro.
A ilustração possibilita o desenvolver da criatividade infantil e o despertar para novas possibilidades. “Teve gente que desenhou o céu azul e a grama verde, mas esses elementos podem ser da cor que quisermos é só imaginar e se permitir”, contou a arte-educadora.
A participação do SESC durante a bienal está conseguindo promover, de forma democrática, o acesso a esse mundo encantado. Crianças de escolas públicas e instituições sociais participaram ativamente da programação. Nesta oficina as crianças da Vila Brejal atendidas pelo projeto Ateliê Aberto à Comunidade.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O encanto das palavras
Ao escutar uma história, nossa imaginação ganha asas e voa alto, mais longe que o céu. Essa viagem no mundo das palavras fascinou as crianças e contagiou pessoas de todas as idades, durante a IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
O Núcleo SESC de Formação e Pesquisa na Arte de Contar Histórias (NUFOPES) participou junto com a Trupe Gogó da Ema de Contadores de Histórias do SESC Alagoas da Mostrinha Gogó da Ema de Contação de Histórias.
Foi a segunda vez que alguns participantes do Curso ‘Um Conto Atrás do Outro’ participaram de apresentação em público junto com a Trupe. “No começo estava nervosa, mas quando percebi os olhares atentos das crianças, tudo foi fluindo mais fácil”, relatou Rafaela Sá.
O bom é que o sonho e fantasia não se acabam quando a história termina, pois, as palavras, rimas e músicas permanecem nas lembranças das pequeninas mentes...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Oficina de Literatura
TECENDO HISTÓRIAS
Ouvir ou ler uma história nos leva a um mundo imaginário... Somos poderosos, pois, juntos com o autor podemos dar vida e forma aos cenários e personagens...
Histórias lidas, ouvidas, vividas, imaginadas e depois ilustradas. A ilustração se dá através de inúmeras linguagens e materiais. A ilustração bordada é um dos recursos que nos remete às nossas mães e avós, nossa herança de um país tão rico em rendas e bordados.
Os fios se entrelaçam, se abraçam, formam tecidos e contam histórias. Às vezes o bordado desfeito noite após noite na longa espera do amor distante, às vezes o bordado em manto sagrado de apresentação de Bispo do Rosário a nos fazer repensar criatividade e loucura...
O bordado nos dá a cor e a forma, mas também o relevo, as diversas texturas... É o desenho que se vê também com as mãos, tocando as palavras.As mãos tecem histórias entrelaçando palavras...As mãos tecem histórias entrelaçando fios e retalhos de tecidos, dando forma a desenhos e sentimentos, ilustrando as palavras escritas.
O mais importante é a criança se apaixonar por histórias e livros, assim formamos leitores de livros e do mundo. A leitura permite viagens fantásticas a lugares distantes, permite também viagens às profundezas do próprio ser. A leitura leva à reflexão, traz conhecimentos, aproxima as pessoas... A criança que tem acesso ao mundo dos livros e que tem prazer em ler, tem a possibilidade de escrever melhor, se expressar melhor e principalmente sonhar mais.
A oficina propõe a criação de uma ilustração com juta, feltro e lã, a partir de histórias lidas de Ruth Quintela. Que cada criança possa representar uma cena, um cenário, um personagem ou a emoção que sentiu ao ler/escutar as histórias...
Beth Krisam*
*É arte-educadora e trabalha no incentivo à leitura, por meio de oficinas com crianças e adolescentes.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ciclo de leituras
AS TANTAS VIAGENS LITERÁRIAS AO MUNDO DE RUTH QUINTELLA
O desafio foi lançado, transformar cinco livros de Ruth Quintella, em uma viagem literária instigante e lúdica, sem explorar os truques de interpretação dos atores, valorizando cada letra escrita, anulando o gesto, para que a palavra falada colorisse o imaginário através do ato de ouvidos atentos, de diversas idades, de níveis intelectuais diversos, tudo isso com o propósito de dar ênfase: A PALAVRA ESCRITA, um caminho curto para o imaginário ou para reavivar as memórias da “criança adormecida” em nós!
E assim começou nossa viagem, entre estantes e prateleiras de livros, descobrimos criaturinhas enigmáticas, atentas a cada frase dita, a cada história lida (contada). Outros “marinheiros-pessoas” embarcaram em nossa canoa de vela quadrada, permitindo-se a sair da passividade de leitor-ouvinte para o protagonismo do leitor-ouvido.
Olhos brilharam... Adultos estamparam no rosto, sorrisos de criança, crianças descobrindo leituras de mundos...Desatracamos e seguimos viagem, paramos num palco cheio de luz, destruímos a “quarta parede” que nos isolavam no nosso mundo imaginário, logo fomos invadidos por mundos reais, homens, mulheres e crianças à sombra do “Gogó da Ema” prontos para compartilharem histórias e mais voluntários embarcam em nossa nau.
Cruzamos mares, passamos por rios cobertos de manguezais, caranguejos acenaram para nós, teiús fugiram ao nos aproximar e entre cavernas descobrimos dois lugares mágicos, pessoas iluminadas que tem o poder de ensinar a ler, a escrever e tantas outras pessoas iluminadas pela vontade de aprender, entre o canto de grilos e coaxos de sapos – interatividade – mais memórias construídas a partir daquele instante.
Seguimos pelo “Velho Chico” passamos por cidades que por si só já são histórias, desembarcarmos, recepcionados por brincadeiras de criança e lavadeiras na beira do rio, fim de tarde, sol se pondo, literatura brotando nas margens da imaginação ribeirinha.
Nossa expedição já seguiu 20 rotas diferentes, porém apontadas para uma mesma direção: O PRAZER PELA LEITURA, entre acordes de pífano e cantigas de roda, entre letras e livros chegamos ao paraíso da literatura – BIENAL DO LIVRO – um verdadeiro encontro entre autores, leitores, memórias e sonhos – onde ficção e realidade são relativas aos olhos que vêem, mas absolutas aos olhos que lêem.
E assim começou nossa viagem, entre estantes e prateleiras de livros, descobrimos criaturinhas enigmáticas, atentas a cada frase dita, a cada história lida (contada). Outros “marinheiros-pessoas” embarcaram em nossa canoa de vela quadrada, permitindo-se a sair da passividade de leitor-ouvinte para o protagonismo do leitor-ouvido.
Olhos brilharam... Adultos estamparam no rosto, sorrisos de criança, crianças descobrindo leituras de mundos...Desatracamos e seguimos viagem, paramos num palco cheio de luz, destruímos a “quarta parede” que nos isolavam no nosso mundo imaginário, logo fomos invadidos por mundos reais, homens, mulheres e crianças à sombra do “Gogó da Ema” prontos para compartilharem histórias e mais voluntários embarcam em nossa nau.
Cruzamos mares, passamos por rios cobertos de manguezais, caranguejos acenaram para nós, teiús fugiram ao nos aproximar e entre cavernas descobrimos dois lugares mágicos, pessoas iluminadas que tem o poder de ensinar a ler, a escrever e tantas outras pessoas iluminadas pela vontade de aprender, entre o canto de grilos e coaxos de sapos – interatividade – mais memórias construídas a partir daquele instante.
Seguimos pelo “Velho Chico” passamos por cidades que por si só já são histórias, desembarcarmos, recepcionados por brincadeiras de criança e lavadeiras na beira do rio, fim de tarde, sol se pondo, literatura brotando nas margens da imaginação ribeirinha.
Nossa expedição já seguiu 20 rotas diferentes, porém apontadas para uma mesma direção: O PRAZER PELA LEITURA, entre acordes de pífano e cantigas de roda, entre letras e livros chegamos ao paraíso da literatura – BIENAL DO LIVRO – um verdadeiro encontro entre autores, leitores, memórias e sonhos – onde ficção e realidade são relativas aos olhos que vêem, mas absolutas aos olhos que lêem.
Julien Costa*, 27 de outubro de 2009 às 23h30min.
*É ator, professor de teatro e escritor.
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